Justiça e Segurança

Tropas federais vão a 22 cidades do Rio e do RN no segundo turno

TSE aprovou tropas federais em 15 municípios do Rio e 7 do Rio Grande do Norte; PF abriu 1.538 inquéritos sobre crimes eleitorais em 2026.

Fachada curva de vidro escuro do prédio do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, sob céu azul.
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, em foto de dezembro de 2025.Foto: Luiz Roberto / TSE / Wikimedia Commons (domínio público, Public Domain Mark 1.0)

No domingo (25), o país volta às urnas para o segundo turno. Antes da votação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de tropas federais a 22 cidades. São 15 no Rio de Janeiro e 7 no Rio Grande do Norte. Até a publicação, as reportagens consultadas não registram outros estados com esse reforço.

Rio e Rio Grande do Norte

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) pediu o reforço em sessão de 15 de outubro. Militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica dariam apoio logístico na distribuição das urnas e fariam patrulhamento, segundo a Agência Brasil. A reportagem não informa quantos militares serão enviados. Depois, o TSE aprovou o pedido, segundo a Agenda do Poder.

No Rio Grande do Norte, o TSE autorizou tropas federais em sete municípios: Alexandria, João Dias, Doutor Severiano, Boa Saúde, Sítio Novo, Serra Caiada e Riacho da Cruz. A decisão foi tomada em sessão virtual em 19 de outubro, relatada pelo ministro Nunes Marques, segundo a Tribuna do Norte. A reportagem não diz quais forças vão atuar.

O Decreto nº 13.073, de 20 de julho de 2026, autoriza o emprego das Forças Armadas nas eleições. Segundo a Agência Brasil, o TSE define os locais e os períodos de atuação.

Em 20 de agosto, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, criou o Núcleo Institucional de Apoio Eleitoral (Niae). Ele reúne a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e as Forças Armadas. O núcleo funciona até 24 horas após o segundo turno.

A Senasp, do Ministério da Justiça, também faz a análise de risco da “Operação Eleições 2026”. O plano prevê monitoramento nos dois turnos, segundo o Correio da Manhã.

Polícia Federal e regras do dia

Em nota de 21 de outubro, a PF informou 1.538 inquéritos sobre crimes eleitorais abertos em 2026, além de 89 operações. Inquérito é a investigação formal da polícia. Não é condenação, e a apuração pode terminar sem acusação formal. As apreensões somam R$ 51,6 milhões, dos quais cerca de R$ 31,6 milhões em dinheiro.

Colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) não podem transportar armas e munições nas 24 horas antes e depois da votação. Segundo o SBT News, para o segundo turno o período é de 24 a 26 de outubro. O porte a menos de 100 metros das seções também é restrito. A exceção vale para agentes de segurança autorizados pela Justiça Eleitoral. O descumprimento pode levar à prisão em flagrante.

Nas estradas federais, uma portaria conjunta do TSE e da PRF limita a atuação. Bloqueios precisam ser comunicados antes ao TRE. Abordagens de veículos só cabem em risco concreto e iminente à vida ou à integridade física, segundo A Crítica.

Circula também o boato de que o Exército faria apuração paralela no segundo turno. O Boatos.org classificou a informação como enganosa, em 11 de outubro. A checagem diz que a história reaproveita uma reportagem de 2022, quando o Ministério da Defesa negou ter pedido acesso diferenciado aos dados de totalização.

O que diz o TRE-RJ: O presidente do tribunal, Cláudio de Mello Tavares, afirmou que “o cenário de segurança pública permanece inalterado” e que há “grave e continuada ameaça ao livre exercício do voto” (Agência Brasil, 15/10/2026). Esta reportagem não teve contato direto com o tribunal; a posição é a publicada.

O que isso significa

Nos casos publicados, o reforço federal aparece em dois estados. Segundo a Tribuna do Norte, a Justiça Eleitoral diz que o objetivo é “garantir a ordem, a tranquilidade e a segurança do eleitorado”.

Ainda não há, nas fontes consultadas, número total de militares, lista completa de municípios ou menção à Força Nacional no segundo turno. Vale conferir o site do TSE antes de domingo. A regra que proíbe prender eleitor nos dias de votação já foi explicada em outro texto do Auriverde.

Como fizemos: Reunimos reportagens publicadas entre 15 e 21 de outubro de 2026 (Agência Brasil, Agenda do Poder, Tribuna do Norte, A Crítica, SBT News, NN1 e Boatos.org), além de textos sobre o decreto de julho e as portarias de agosto, acessados em 22 de outubro de 2026. Os números da PF são os divulgados pela própria polícia, sem cálculo nosso. Não conseguimos abrir os sites oficiais do TSE e do TRE-RJ, então não lemos as decisões e as portarias na íntegra. Não houve contato direto com TSE, TRE-RJ ou PF.

Fontes