Política

Segundo turno: o que levar para votar e o que fica fora da cabine

No domingo (25), o eleitor precisa de documento oficial com foto ou do e-Título com foto ativo; veja o que levar e o que fica fora da cabine.

Funcionário da Justiça Eleitoral carrega uma caixa de urna eletrônica na entrada de uma seção, onde eleitores aguardam.
Chegada da urna eletrônica a uma seção do Distrito Federal no segundo turno de 2022.Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

No domingo (25 de outubro), as seções eleitorais abrem às 8h e fecham às 17h, no horário de Brasília. Quem já estiver na fila às 17h ainda pode votar, segundo a Bloomberg Línea. Antes de sair de casa, o eleitor precisa saber o que levar e onde votar.

Até sexta-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tinha alterado o local de 4.352 seções para o segundo turno. O número equivale a 0,87% das 499.248 seções do país, segundo o SBT News. Confirme o seu local antes do dia da votação.

Na maior parte do país, a disputa é para presidente da República. Onde o segundo turno para governador foi necessário, o eleitor também escolhe o governador, informa a Bloomberg Línea.

O que levar

O eleitor precisa de um documento oficial com foto. A lista aceita carteira de identidade (RG), Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte, certificado de reservista e carteira de trabalho ou de categoria profissional reconhecida por lei. Pessoas trans e travestis também podem usar a identidade social.

Certidões de nascimento e de casamento não servem para votar. O título impresso não é obrigatório. Quem levar o papel deve apresentar também um documento com foto.

O e-Título serve como documento?

O e-Título é o aplicativo do título de eleitor. Ele vale como documento só para quem fez o cadastro biométrico, ou seja, o registro das digitais, e tem a foto visível na tela. Sem essas condições, o eleitor precisa levar outro documento com foto.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, anunciou que o app pode ser baixado e ativado no dia da votação, inclusive em 25 de outubro, segundo a Tribuna de Jundiaí. A Justiça Eleitoral, porém, recomenda instalá-lo antes. Quem tem título suspenso pode ver o documento no app, mas continua impedido de votar.

Celular fica fora da cabine

O celular não entra na cabine de votação, espaço onde o eleitor digita o voto na urna. Os mesários, pessoas que trabalham na mesa receptora de votos, devem guardar o aparelho durante a votação. O celular pode ser usado para mostrar o e-Título, mas deve ficar com os mesários depois da identificação.

No primeiro turno, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi visto levando o celular à cabine, segundo o SBT News.

Fila e prioridade

A regra geral é a ordem de chegada. Têm atendimento prioritário pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes, pessoas com deficiência e pessoas com crianças de colo. Segundo o Diário do Nordeste, a lista também inclui pessoas com mobilidade reduzida, doadores de sangue e acompanhantes de idosos.

O que diz o TSE: Segundo o SBT News, o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, afirmou: “Há um monitoramento constante” sobre as ocorrências com celulares na votação. A declaração foi publicada em 4 de outubro de 2026.

O que isso significa

Conferir local, situação do título e documento com foto antes de domingo evita a maior parte dos problemas na porta da seção. As regras deste guia vêm de reportagens que citam o TSE. Nesta apuração, não foi possível abrir o texto oficial das regras para o segundo turno.

Por isso, a checagem final deve ser feita no Autoatendimento Eleitoral do TSE ou no próprio e-Título.

Como fizemos: Reunimos as regras das eleições de 2026 a partir de reportagens publicadas entre 25 de setembro e 17 de outubro de 2026 (SBT News, Tribuna de Jundiaí e Bloomberg Línea), acessadas em 22 de outubro de 2026. Os sites do TSE e dos tribunais regionais não abriram para a redação, então os dados oficiais foram conferidos apenas pelo que as reportagens citam. A lista de grupos prioritários vem de uma reportagem de 2024 e não foi confirmada em texto de 2026. O percentual de 0,87% é cálculo da redação: 4.352 seções divididas por 499.248.

Fontes