Política

Horário do 2º turno: TSE suspende duas peças de Lula na TV

Lula e Flávio têm tempo igual no rádio e na TV até 23 de outubro, e o TSE suspendeu duas peças da campanha de Lula na televisão.

Fachada espelhada e curva da sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, com duas cúpulas brancas em primeiro plano e céu com nuvens
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, onde a corte analisou peças da propaganda do segundo turno.Foto: Alexandresena / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Nesta sexta-feira (23), termina a propaganda eleitoral gratuita do segundo turno no rádio e na TV. Desde 9 de outubro, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) têm o mesmo tempo nos blocos. Até aqui, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu duas peças da campanha de Lula exibidas na televisão.

O conteúdo exibido nesta sexta ainda não foi reportado. Este texto reúne o que a imprensa registrou sobre os programas desde 9 de outubro.

Tempo igual desde o segundo turno

No primeiro turno, o tempo seguiu o tamanho das bancadas no Congresso. Lula teve 5 minutos e 31 segundos por bloco, e Flávio teve 4 minutos e 20 segundos, segundo o jornal O Povo.

No segundo turno, a regra mudou. A Agência Senado informa que “o tempo dos programas em bloco é dividido igualmente entre as candidaturas que permanecem na disputa”. As inserções, de 30 ou 60 segundos, também são divididas igualmente.

Os blocos vão ao ar de segunda a sábado. Na TV, são às 13h e às 20h30. No rádio, às 7h e às 12h. Flávio abriu a série por ter tido mais votos no primeiro turno, e a ordem alterna depois, segundo o SBT News.

O que foi ao ar na TV

No primeiro programa de TV de Flávio, ele falou em “mudança”. Segundo A Tarde, ele disse: “Eu vou manter e reajustar o Bolsa Família. E quem tem emprego não perde o benefício.” Ele também prometeu reduzir pagamentos do financiamento habitacional e levar o SUS a um “padrão Einstein”, sem explicar de onde viria o dinheiro.

O programa de Lula abriu com críticas aos cortes ligados à família Bolsonaro. Mostrou manchetes sobre contingenciamentos de verbas, ou seja, bloqueios de parte do orçamento, na merenda escolar, no tratamento do câncer e na habitação. Um narrador afirmou: “Com o Flávio Bolsonaro, você perde”, segundo A Tarde.

Três decisões do TSE sobre as peças

No sábado (10), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu um vídeo da campanha de Lula exibido na TV. A decisão atendeu a pedido da campanha de Flávio. O vídeo ligava Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro e citava uma investigação contra Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa do PL. Segundo a Agência Brasil, a campanha não indicou a autoridade responsável nem a fonte da informação.

No dia 12, a propaganda de Flávio foi ao ar sem som, no bloco das 13h. O TSE atribuiu o problema a uma falha técnica no “pool” de emissoras, responsável pela transmissão. A corte disse que a propaganda “será reexibida”, sem informar data.

Em 15 de outubro, o ministro André Mendonça suspendeu outra peça de Lula, exibida na TV em 13 de outubro. Ela ligava Flávio a milícias. O ministro questionou o uso de imagens geradas por inteligência artificial para simular depoimentos de pessoas reais. A decisão, pedida pela campanha de Flávio, prevê multa de R$ 10 mil por veiculação se a peça voltar ao ar. Mendonça afirmou que o material “não permite, por si só, concluir que o candidato integra o crime organizado”.

O que diz a campanha de Lula: Segundo a Agência Brasil, a campanha sustenta que os fatos citados são verdadeiros. Ela afirma que Flávio é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, e que Gaspar foi alvo de um pedido de investigação por suposto estupro. Segundo A Crítica, a campanha não havia se manifestado sobre a decisão de Mendonça até 16 de outubro.

O que isso significa

As duas decisões tratam do que as peças afirmaram, não do mérito das investigações contra Flávio. A decisão de Mendonça ainda será analisada pelo plenário do TSE. Também não foi divulgada a data em que a peça de Flávio será reexibida.

Na TV, a campanha de Flávio apostou em propostas e na ideia de mudança. A de Lula apostou nos programas sociais e no risco de cortes. A votação é no domingo (25).

Como fizemos: Esta reportagem reúne notícias publicadas entre 21 de agosto e 16 de outubro de 2026, acessadas em 23 de outubro de 2026. Não assistimos aos programas nem lemos os textos das decisões do TSE. As regras de tempo vêm da Agência Senado. Não fizemos cálculos próprios de tempo ou de valores.

Fontes